"Like Crazy" é absolutamente delicioso. Apaixonei-me. É como uma brisa numa tarde quente de verão. É daqueles filmes que nos faz bem à alma só de o ver, mesmo que o final não seja o conto de fadas que muitos filmes são. Porque a realidade é mesmo assim, nem tudo na vida é azul. E este filme só vem dar mais força à ideia de que o tempo é uma das coisas mais importantes da vida. Porque traz sempre as respostas, mesmo àquelas perguntas que parecem não as ter. Para o bem e para o mal.
"- Well, let's say that since you were little, you always dreamed of getting a lion. And you wait, and you wait, and you wait, and you wait but the lion doesn't come. And along comes a giraffe. You can be alone, or you can be with the giraffe.
- I'd wait for the lion."
Este é daqueles filmes que fica connosco após o seu visionamento e que nos faz querer anunciar ao mundo o que acabámos de ver, ou simplesmente falar sobre ele com alguém, ou apenas escrever sobre o filme! Basicamente, comunicar. Foi o que me aconteceu, mais uma vez ontem e hoje aqui estou.
"Assim é o Amor" é um filme sobre a vida, como a própria tradução portuguesa (mais uma vez muito aquém do esperado) deixa antever. O filme é-nos mostrado aos bocados entre três espaços temporais do personagem Oliver (McGregor): o presente, onde conhece uma irreverente Anna (Laurent), a sua infância, onde nos é revelada a sua relação parental e os últimos meses da vida do seu pai, Hal (Plummer). E é através das viagens temporais que nos vamos apercebendo, à medida que o filme decorre, das razões por detrás das personalidades de cada um destes personagens. E aí, devo dizer, chapeau aos três! Ewan McGregor, competente como sempre. De Christopher Plummer dizer apenas que já é apontado como um dos candidatos ao Óscar. E Mélanie Laurent, mon dieu! Que beleza fascinante que enche o ecrã a cada close-up. E que senhora actriz! Neste papel encaixa como uma luva. Deslumbrante.
"Assim é o Amor" é um filme sobre o amor, as relações humanas, as expectativas, o sonho, a magia, o não desistir, o saber esperar. É um filme sobre a vida e sobre como iniciar algo, ainda que não se tenha a mínima ideia de por onde começar..
Primeiro foram as sequelas. A seguir vieram os remakes. Ultimamente estão na moda as prequelas. De todas as que já vi, só uma me tinha enchido as medidas: o novo Batman de Christopher Nolan. Até hoje.Tiro o meu chapéu (se o tivesse) a Matthew Vaughn, porque a prequela de "X-Men" está soberba!
Matthew não se limita a ligar as peças todas no puzzle, de forma a encaixarem nos filmes que já foram feitos, como consegue aqui um filme de encher o olho! A todos os níveis. A começar por um cast que cumpre e onde brilha a grande altura um Michael Fassbender (ou muito me engano ou daqui a algum tempo temos um novo Bond!) descomunal, a encarnar Magneto. Mas o trunfo maior do filme são mesmo os momentos que nos revelam o início (daí ser uma prequela né! :D) de algumas histórias, que prometem mexer com os fãs da saga, deixando-os com um sorriso. E eu, como fã que sou, o melhor elogio que posso fazer a este filme, é que me deixou com uma vontade enorme de pegar nos 3 filmes seguintes (o do Wolverine para mim é um caso aparte).
Na minha humilde opinião, estamos aqui na presença do melhor filme deste ano, até à data!
E de vez em quando lá vem um raio cinéfilo que nos atinge e nos faz sair da sala de cinema embasbacados e surpreendidos com algo que quando lá entrámos, nem sequer expectativas levávamos!! Foi assim com "Lembra-te de Mim".
Tyler (Pattinson numa surpreendente representação a mostrar que é possível que valha bem mais do que aquilo que querem dele fazer, assim não se "perca") é um jovem irreverente que ainda vive ancorado a uma tragédia familiar, que aliás faz com que tenha uma relação tensa com o pai (Brosnan) e muito chegada à outra irmã (uma fenomenal Ruby Jerins - um nome a decorar!). Tyler sente-se incompreendido até ao dia em que Ally (Ravin) entra na sua vida...
"Lembra-te de Mim" acaba por ser um filme com alguns clichés e até mesmo alguma previsibilidade, mas não deixa de ser uma boa proposta que acaba por ter no seu final o tal murro no estômago que nos faz sair da sala ainda boquiabertos. E tudo porque o filme consegue que nos envolvamos nele, porque faz passar a mensagem que mais importante que pensar ou planear é agir, acabando por nos deixar pensativos no fim. E isso é sempre um ponto a favor, seja qual for a proposta cinéfila.
É, na minha opinião, uma das boas surpresas até agora neste ano: "Um Lugar Para Viver".
Burt (Krasinski) - um actor que cativa e que promete altos voos, agora que começa a "aparecer" - e Verona (Rudolph) são um jovem casal que vivem numa pequena cidade apenas devido aos pais de Burt. Quando descobrem que vão ter um rebento e os pais dele estão de partida para a Europa, decidem dar um rumo à vida e procurar um lugar para viver, criar raízes e iniciar uma família. Mas a viagem vai mostrar algo mais que um simples sítio para assentar...
"Um Lugar Para Viver" é um filme de extremos. Se por um lado tem momentos de absoluto tédio com algumas personagens, importantes para a trama ok mas desinteressantes, tem uma ponta final absolutamente brilhante! E é aí que se nota a mão do realizador, Sam Mendes. É aí que o filme consegue momentos bastante ternurentos e que enchem o coração de quem vê. Só por isso, vale a pena este filme ser visto. Um filme que nos mostra que para se construir algo como seja uma família por exemplo, mais importante do que o sítio onde se vive ou as pessoas que nos rodeiam, tem que existir uma base sólida. E isso só se consegue havendo amor.
Vencedor de 2 Óscares da Academia, para além de ter sido apenas o 2º filme de animação, até hoje, nomeado para categoria de "Melhor Filme". Palavras para quê? "Up"...
James Cameron tem o condão de cada vez que realiza um filme, abanar meio mundo! Foi assim, para dar alguns exemplos, com "Exterminador Implacável 2" , há 12 anos com "Titanic" e recentemente com "Avatar", um filme que começou a ser pensado há mais de 10 anos por Cameron.
Nomeado para 9 Óscares da Academia é um dos favoritos na categoria principal, "Melhor Filme". E apesar de inúmeras críticas (é o preço do sucesso!) o certo é que "Avatar" é uma viagem absolutamente arrebatadora e indescritível! A versão 3D não tem adjectivos que a descrevam!!...o filme ganha vida própria e nós estamos nele, sentimo-nos parte dele. É daquelas experiências que não dá para descrever, há que passar por ela.
É provável que daqui a alguns anos se olhe para "Avatar", como agora se olha para "Titanic" ou como se olhava há poucos anos para "Exterminador Implacável 2". É provável que se pense que é um filme fraco e que vale unicamente pelo espectáculo visual. Eu discordo. Acho este um grandíssimo filme, talvez com uma história pouco brilhante mas com tudo o resto. E entretém! E vive-se! E emocionamo-nos com o filme! E esquecemo-nos que estamos numa sala de cinema! E os números estão aí e não há que contorná-los, Cameron tem os dois filmes mais rentáveis de sempre!Na minha opinião "este é o...filme...pelo qual todos os outros serão julgados", é o filme que marca um antes e um depois, tal como outros de Cameron o fizeram.
Quando um filme está nomeado para 9 (Nove! Sim...nove!!) Óscares da Academia o mínimo que eu espero é que o filme mexa comigo, me faça pensar ou simplesmente me diga alguma coisa. "Estado de Guerra" esteve muito longe disso!!
Filme de guerra, com situações de alguma tensão onde está no epicentro um grupo de homens a tentarem, de certa forma, sobreviver a mais um dia numa terra literalmente minada. Neste aspecto, até posso dizer que o filme cumpre os requisitos mínimos, mas sem nunca entusiasmar. Assistimos.
Na parte final do filme chega finalmente alguma emoção, mas pouca! Ficamos então a perceber o que move James (Renner que está nomeado para o Óscar de "Melhor Actor") e acaba por ser o diálogo no hummer com o colega, o ponto alto do filme, na minha humilde opinião.
É um bom filme? Vê-se, sem muito entusiasmo. É filme para 9 nomeações e para ser considerado o melhor filme de 2009? Por amor de Deus...
Fica o trailer, que por sinal entusiasma mais que o filme!